O nerd e ó Vagabundo: Rixas e amores

Eu estava atrasado para a escola, que merda, o despertador não tocou.

Bom, tudo bem? Eu espero que sim, porque eu estou correndo para pegar meu ônibus. A chuva caia impetuosamente, e não poderia chegar atrasado, não nesse dia. Eu precisava chegar cedo.

Me chamo Nicolas DiAngelo, apenas o nome é bonito, sou um rapaz de cabelos encaracolados e óculos redondo, com alguns cravos no rosto, sou magro de um metro e oitenta, e estudo numa das escolas mais bem requisitadas da capital de onde moro, Manaus tinha sua beleza e sua gente elite. É justamente no meu primeiro dia de apresentação de seminários eu ia chegar atrasado e ensopado.

Felipe já deveria está na escola e eu teimosamente não aceitei a carona dele, como eu sou burro, mais uma entrada atrasado e eu estava fudido.

Bem, ser um bolsista na escola Martha Falcão era para bem poucos e eu era um deles, mas eu tinha que chegar atrasado justo no dia em que um dos piores professores passou seminário e no sorteio o meu grupo ficou logo em primeiro lugar.

Moro muito longe da escola e tenho que pegar dois ônibus para chegar na escola, como sempre o ônibus ia devagar quando mais precisava, eu estava ensopado, porque uma porra de um carro passou por cima de uma grande poça de água, me molhando todo. Céus, Deus você me odeia tanto assim?

Eu consigo chegar na escola mesmo debaixo de uma das chuvas mais forte que tivemos na cidade, mas consegui chegar. E Vi Felipe, meu melhor amigo de braços cruzados na porta da escola me esperando.

“Estamos muito atrasado por sua causa. - Respondeu ele tentando não gritar comigo na frente de alguns alunos que chegavam atrasado, só que o contrário deles eu estava pingando.”

“Desculpas, eu deveria ter aceitado a sua carona, mais preferi ser orgulhoso, como meu signo normalmente é. - Comentei tentando suavizar o sermão que ele tinha preparado.”

Felipe rolou os olhos, e não tinha percebido que ele tinha roupas novas em sua mão.

Felipe era meu amigo desde do primeiro ano, ele era muito tímido, mesmo sendo muito mais inteligente que eu, Felipe vinha de uma família do sul da cidade, de Gramado, sua família era da Itália, então já se via um rapaz alto e louro, dos cabelos Lisos e olhos verdes. Felipe era da minha altura e seu corpo era em forma, por causa do futebol que ele jogava, seu nariz arrebitado e queixo bem marcado, usava óculos quadrado no rosto e era sempre visto com um livro na mão.

Nos tornamos amigos por causa de uma dupla que fizemos para uma prova de física, e terminamos em primeiro e tiramos as maiores notas da sala. Felipe Martini era rico é isso eu tinha certeza, mais era tão humildes que ganhou até um espaço em casa, por causa do minha mãe que gostava dele.

“Vamos se trocar, disse que você estava vindo e que se molhou todo para estar aqui na escola. - a voz grave de Felipe ficou mais séria do que o normal.”

“Nao acredito que disse isso. - Olhei espantado para meu amigo.”

“Claro que não, leãozinho. Mente e fiz uma cena melhor, agora vamos. Precisamos do nosso líder no grupo. - Disse Felipe me pegando pelo pulso e correndo para o banheiro.”

“Calma ai Sagitário, só espera eu…”

“Nicolas, não tenho tempo para isso. Anda vamos.”

Me arrumei rapidamente e vi o estrago na minha bolsa e quase chorei, todos meus trabalhos e minhas anotações.

“Vamos, comprar coisa nova para você quando sairmos daqui mais tarde. - Felipe me encarou de forma carinhosa.”

A escola era muito grande e ficávamos deste de manhã até a tarde, tipo escola dos Estados Unidos, eu já tinha a tarde me inscrito para Inglês e Japonês, precisava ver minhas séries e animes sem ser legendado.

Entrei na sala que mais estava para um pequeno anfiteatro, eram 5 linhas de cadeiras, mais se elevando como uma escada, e o púlpito do professor no centro.

Coloquei minha bolsa molhada no chão e sorri confiante, meu professor Fernando me encarou de uma forma raivosa, ele odiava esperar é isso me causaria pontos a menos.

A sala estava em um completo silêncio e assim que desço, ouço uma risada de Thyago e Diego, os dois imbecis que eu mais odiava. Diego era apenas um palhaço que o pai era banqueiro e estava na escola por causa da influência que o pai tinha, ele era um rapaz negro de cabelos raspados, olhos castanhos e dentes brancos de alvo, seu rosto era redondo e sempre era visto de roupas de educação física.

Mais Thyago, esse eu tinha um ódio mortal, desde eu jamais superaria o ódio que eu tinha. Thyago Huang era um Chinês, o garoto era muito inteligente e isso eu tinha que concordar, mas eu não suportava seu deboche vedado e seus comentários maldosos, ele tinha cabelos brancos e olhos escuros, seu rosto era redondo e afinado, seu sorriso era bonito e encantador e seus lábios eram vermelhos cereja, ele era alto e devido a ter seus 18 anos já poderia dirigir e tinha um carro bonito.

Thyago era praticamente a pessoa que mais me tirava do sério, eu não gostava dele, desde do primeiro dia em que ele passou por cima de uma poça de lama e me molhou todo e teve a audácia de voltar e ri da minha cara.

Thyago tinha uma rixa com Felipe, já que os dois eram primos, mas tanto Felipe quanto Thyago, os dois não se falavam, e foi até um choque para mim saber dessa bomba.

Thyago era malhado e bombado, usava alargadores nas orelhas e sempre bem vestido. Anéis rodeavam seus dedos e ele cutucou seu amigo e riram de mim.

Tentei soar o mais confiante, mas sabia que eles fariam de tudo para me destruir. Meu grupo se levantou e foi ate o centro da sala.

Fernando começou a fazer as perguntas, enquanto explicamos para a turma sobre Platão e suas filosofias e sempre que precisávamos debater algo, Fernando escolhia alguém aleatoriamente para responder suas perguntas, seu jeito de ensinar era o mais louco possível.

Nenhum assunto deveria ser dividido, as apresentações era em grupo e todos teriam que explicar o assunto, usando exemplos diferentes, cada tempo de sua aula, era para apenas um grupo. Se ele perguntasse para um determinado membro do grupo algo e ele não soubesse responder, pontos seriam tirado do grupo.

Da primeira vez que isso aconteceu, o grupo que ele escolheu não tinha estudar e foi reprovado, o segundo tinha dividido o assunto mesmo ele avisando que não deveria e acabaram levando zero. Sem prova ou sem recuperação.

Fernando achava mais inteligente, fazer seminários, que você era obrigado a entender o assunto e ensinar para a turma sobre o tema escolhido por ele.

Graças a Deus Felipe tirou os textos do PowerPoint, ele reprovou um outro grupo em outra sala, porque tinha colocado uma foto e um texto com 5 parágrafos, ele dizia que ele não iria para apresentação para ler, então seria apenas uma foto e a legenda dela. No máximo com duas linhas.

Começamos a explicar para turma e volta e meia Fernando perguntava para cada um do meu grupo, ainda bem que todos tinham estudado. O grupo de estudo deu certo. Érika e a Iety as outras meninas do meu grupo davam um show de explicação, quando percebi Diego e Thyago rindo, na última fileira de cadeiras.

“Desculpa meninas mas, tem algum palhaço aqui na frente?”

“Do que você está falando, senhor DiAngelo? - perguntou Fernando”

“Estou falando com Thyago e seu fiel companheiro lá em cima rindo da gente. - Encarei bem os dois e fuzilei Thyago.- Tem algum palhaço aqui?”

Thyago me encarou e sorriu maldoso.

“Não, porque você acha que estamos rindo de você? Estou super interessado nas obras de Platão, e na forma como ele lidava com a sociedade Grega. Acha mesmo que estava rindo, Nicolas? Você tem que parar com esse narcisismo. - Debochou Thyago me encarando.”

“Acho muito engraçado, sabe professor, que Platão foi uma das inspirações para o Darwinismo, e Darw explicar também sobre o que acabamos de ver com o senhor Thyago Wu. - Eu sorri mostrando seus belos dentes. - O senhor Wu tem complexos de carência patológica, seus pais não dão amor e atenção a ele é isso faz com que ele é necessite de atenção, por isso ele gosta de chamar atenção como agora.”

Thyago sorriu, mas ele se controlava para não chamar um palavrão, mas ele não perderia a pose e não se prejudicaria.

“Com toda certeza, mas Darw também mostra que quando queremos ter todas as respostas ou até mesmo ter um laudo psicológico da pessoa, é que estamos procurando defeitos e falhas que não vemos em nós mesmo.- Ele sorriu e estalou a língua no céu da boca. - Como o senhor DiAngelo está fazendo agora, me rotulando com algo que ele mesmo pode ter. É por isso que acha que sou tão louco por você, está lendo muito Fanfic meu rapaz.”

A sala Ria baixinho e ficava encarando nós dois para ver qual sapato voaria mais rápido.

“Já basta essa briga de vocês, Thyago se eu ouvir mais um piu de sua boca, você e seu grupo levam zero e você Nicolas, mas uma palavra sua e eu dou zero a seu grupo.”

Thyago sorriu e passou a apresentação toda me encarando de uma forma debochada e sorrindo, como se saboreasse a cada momento.

O restante da aula foi bastante produtiva e o dia também, Felipe me contou que queria estrangular seu primo de uma forma tão horrível que tive que ri, eu amava aquele rapaz.

“Você não quer ir mesmo tomar um milkshake comigo? Vamos comemorar o dez que tiramos. - Felipe perguntava arrumando suas coisas. - Aproveitamos para comprar coisas novas para você, bora?”

Felipe era o típico nerd tímido que todo mundo queria ter ao seu lado, e eu francamente tinha uma queda pelo meu amigo, mais isso poderia ser muito bem escondido (Ou não, sou meio pateta quando gosto de alguém.).

“Você sabe que não posso, daqui vou para o restaurante e para trabalhar, sabe que preciso arranjar dinheiro. Já não basta você ter conseguido um emprego para minha mãe. - Minha mãe trabalhava na empresa dos pais de Felipe, ele gostava da ideia de ajudar, e sempre que podia ajudava famílias que precisavam. Minha mãe trabalhava junto com as meninas da logística, ela gostava daquilo). - E preciso ajudar em casa, as dívidas…”

“Ei, já não disse que somos amigos? Sua mãe é praticamente da família, qualquer coisa poderia falar comigo, que ajudaria sem problemas.”

Felipe tinha tocado meu ombro e mesmo que isso não fosse nada, minha mente começava a dar voltas nela mesmo, tentando entender o que realmente aquilo estava acontecendo, se tudo isso era coisa da minha mente. O que provavelmente deveria ser.

“Bem, qualquer coisa me avisa, estou no celular direto.”

Ele saiu com as meninas e mais alguns meninos do time de futebol e tive que pegar mais um ônibus lotado para poder chegar no trabalho.

Conseguir ler e estudar no ônibus era algo que só a gente que precisava sabia, eu tinha pegado um livro da biblioteca e devorava eles em dias, estava lendo a arma escarlate dessa vez, e que livro incrível. O RESTAURANTE ERA UM SACO, mas era o que tínhamos por enquanto, como eu estava falando bem fluente o inglês e eles me aceitaram numa boa, mesmo sem experiência, eu precisava agarrar. Não era bem um restaurante, era mais um conjunto de bares aberto ao céu livre, na praça do Eldorado, então ganhamos por comissão.

Até que eu vi que entrava na porra da porta, Thyago, Diego e sua tropa. Todos sentaram em uma mesa e começaram a conversar alto. Meus colegas se esconderam, eles odiavam jovens baderneiros, sempre não pagava os 10% e ainda querem ter razão.

“Nicolas, mesa 7.”

“O Jonas pode ir lá. - respondi de uma forma tão animadora e desesperada.”

“Ele está ocupado, vai você. - ordenou meu chefe.”

“Mas…”

“Uma palavra a mais e você pode ir embora mais cedo e não voltar. - Ele ergueu a sobrancelha. - Mas alguma coisa?”

Me virei xingando até a sua filha e fui até a mesa.

Os meninos gritavam e riam alto, mas quando cheguei, surpreendentemente Thyago me encarou de uma forma simples, como se ele nunca tivesse me visto. Fez os pedidos e voltaram a conversar, a noite toda foi assim, bebidas e mais bebidas descendo, comida. Mas tudo foi para o brejo, quando uma das meninas encarnou comigo a pedido de um deles.

Ela se levantou muito rápido quando trouxe as últimas bebidas vermelhas. A bebida derramou todo nela e nos outros, um bandeja com 8 drinks vermelhos.

“Seu idiota, olha o que você fez…”

As pessoas em volta se viraram.

“Julia, cale a boca, eu não tive culpa de você levantar tão cedo. - respondi para ela”

“ Claro que a culpa agora é minha. Não sou eu que tenho que presta atenção para onde vou. Agora estou toda molhada de vodka e meus amigos também. - Ela disse em volta alta.As pessoas estavam gravando.”

“Julia, para de fazer escândalo. Pelo amor de Deus.”

Os meninos riam baixinho e as outras meninas gritavam, até meu gerente chegar e conversa com a garota a levando junto com os outros para um canto. Eu fiquei apreensivo.

“Você está demitido. - ELe simplesmente disse isso e sem mais nem menos pediu minha camisa de trabalho.”

“Mas a culpa não foi…”

“A culpa é sua, e vai ser sua, porque não vou ser prejudicado por algo que pode vir a trazer má fama para meu bar. - repreendeu ele.”

Deixou a camisa em cima do balcão e quando saio, as meninas estava reclamando.

“Thyago e Diego idiota, eu me molhei todo por causa de um alarme falso de Rato.”

Meus punhos se fecharam e minha raiva rugia, essas vadias me fizeram perder o emprego por causa disso? Respirei bem fundo, e pensei em uma forma de vingança mais produtiva.


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Comentários

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20/11/2020 21:55:54
interessante.
20/11/2020 09:06:47
Perfeito. Espero que não demore a postar
20/11/2020 08:25:34
Continua
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