Uma História de Amor 4

Um conto erótico de Lua Encantada
Categoria: Lésbicas
Data: 10/10/2020 01:06:21

Oi, gente? Agora são duas horas da manhã. Meu marido está dormindo e eu escrevendo aqui no meu note book. Vim dar continuidade à minha história de amor, agora no capítulo 4. Bem... vamos direto ao assunto...

Depois que me despedi da Li e ela foi embora, eu entrei em casa meio que transtornada; culpada... como eu podia ter me deixado seduzir por outra mulher? E ainda pior... eu tinha ido para um motel com uma... que horror!

Rapidamente eu fui para o banheiro e tomei um longo banho para tirar o perfume dela do meu corpo. Isso era deplorável. Perfume de mulher no meu corpo! Eu ainda sentia-me violada por aquela louca. Foi uma experiência horrível. Nunca mais eu queria ser tocada por uma mulher outra vez!

Quando cheguei no quarto senti um vazio imenso. Faltava alguma coisa dentro de mim. Pensei bem e cheguei à conclusão que eu precisava de um médico. Um psiquiatra talvez... um psicólogo ou fosse que médico fosse, desde que explicasse essa minha patologia de estar gostando de outra mulher. O meu medo era maior ainda de desfazer meu casamento e de todos saberem que fora uma mulher a causadora. Meu Deus que vergonha! Mas, infelizmente, a verdade de tudo era que eu estava sentindo saudade dela. Por quê saudade dela? Deitada na cama eu olhava insistentemente para o celular. Mas não tinha nenhuma ligação dela. Será que eu também era culpada pelo que tinha acontecido? Se não fosse esse meu medo eu poderia tê-la ajudado? Eu poderia ter mudado o rumo das coisas?

Eu liguei para ela várias vezes e só dava que o número dela estava programado para não receber ligações. Mas não podia ser... ela sempre me atendia no primeiro toque. Liguei mais vezes... deixei recados na caixa postal. Deixei mensagens de voz. Não houve resposta. Não me entrava na cabeça que ela mentira o tempo todo com seus elogios, suas cantadas... foi então que me lembrei que ela era uma atriz. Cheguei à conclusão que ela mentira o tempo todo. Pensei que meu telefone estivesse com defeito.

Nenhum telefonema. Àquela noite foi de insônia. Me preocupei mais em ligar para ela e ficar olhando se tinha retorno... não fui trabalhar na quarta-feira. Fiquei deitada. Ligando. Cheguei a chamar a minha filha que era perita nesses “negócios” de tecnologia.

- Mãe, a senhora está bem?

- Estou, filha. Olha para mim, por favor... meu telefone está com defeito. Não recebe e nem faz ligação.

Em menos de um minuto ela me perguntou:

- Mãe... tem muitas ligações para esse número aqui.

- Filha... não olha as ligações da mamãe...por favor...

- Mãe... sãomais de 30 ligações... é aquela moça... mãe, o que a senhora está devendo para ela?!!!

- Filha, me dá meu telefone...

- Mãe... o que ela fez com a senhora?!

- Filha, não discute com a mamãe. Me dê meu telefone. – ela me devolveu o telefone meio duvidosa.

- Seu telefone está perfeito.

- Obrigada, filha.

- Mãe...

- Filha... por favor...

Ela foi embora sei lá para onde. Eu fiquei ali na cama... sozinha... na verdade não fiquei completamente só... fiquei com a saudade da Li. Eu deveria ter deixado ela fazer tudo comigo do jeito dela.

Durante toda aquela quarta-feira foi um silêncio total. Nem uma ligaçãozinha sequer. Nem um oi. Ela era uma excelente atriz. Digna de um Oscar. Uma perfeita enganadora.

A noite chegou. Meu marido chegou. Depois do jantar eu disse para ele que ia à casa de uma amiga. Ele nem se importou. Na verdade ninguém se importava comigo mesmo.

Tomei o maior susto quando meu telefone tocou. Pensei que era ela. Era o número do pai dela. Teria acontecido alguma coisa? Com a Li? Ao atender era a mãe dela.

- Você precisa vir aqui.

- Aconteceu alguma coisa com a Li? – meu coração estava em tempo de saltar pela minha boca.

- Ela se refugiou no estábulo. Está bebendo. Não dormiu, não tomou café, não almoçou. Tenho medo que a minha filha morra. Eu sei que...

- O que a senhora sabe? – fiquei nervosa.

- Nada. Eu não sei nada. Mas como você é amiga dela... sei que vai convencê-la.

Entrei no meu carro e fui rumo à fazenda. No trajeto eu ia pensando em como ela iria me receber ou se mesmo queria me receber. Mas eu precisava vê-la. Eu queria falar com ela de novo e essa era minha chance. Quando cheguei lá a mãe dela veio me receber. Estava nervosa.

- Ainda bem que você veio. Tente convencê-la a vir para casa.

- Eu vou trazê-la, senhora.

- Como você tem tanta certeza de que ela virá?

- Eu não tenho essa certeza. A senhora tem. Por isso me chamou.

- Você é um tanto complicada.

- Eu?

- Você sabe que ela é apaixonada por você.

Meu coração acelerou. Fiquei sem palavras.

- Ela já lhe falou isso? – perguntei meio que envergonhada.

- Sabia que ela desfez o casamento? – Fiquei surpresa com tal declaração. Eu não sabia. - Venha comigo.

Enquanto íamos em direção ao estábulo, a senhora me confessou que nunca aceitara a orientação sexual da filha. Disse que já havia surrado muito a Li, mas nunca dera jeito. Ela disse que não entendia como uma mulher podia gostar de mulher e de homem também. Naquele momento eu peguei no braço dela e paramos de caminhar.

- A senhora já parou para pensar que independentemente da sexualidade dela tens uma joia rara?

- Como assim? Acha que é fácil ter uma filha sapatão? E se fosse sua filha? Você gostaria?

Que gente difícil! Em pleno século XXI ainda existia aquele tipo de pensamento.

- Não. Mas amaria a minha filha independente de tudo. – Eu a fiz olhar para as estrelas no céu. – Você me disse que bateu muito nela... olhe aquelas estrelas... são lindas?

- Sim. Mas o que tem a ver as estrelas com o que estamos conversando?

- Mas se a senhora as achasse feias, mesmo assim elas estariam lá todas as noites... brilhando. Por isso nem a senhora e nem ninguém poderá mudar o destino de seus filhos.

Ela ficou me olhando com aquele ar sisudo. Eu sentia que ela não gostava de mim. Com certeza achava que eu era a culpada por a filha dela estar bebendo e desnorteada. Alguém tem que levar a culpa. Dali mesmo ela apontou para o estábulo e disse:

- Ela está lá.

- Obrigada. – Eu fui andando devagar e fui me aproximando. Na verdade a Li não estava no estábulo e sim fora dele. Havia um pasto cercado com pedaços de madeira e lá havia um cavalo preto parado do lado de dentro. E ela estava sentada no chão. Segurava um litro de bebida e conversava com o cavalo. Ainda deu para eu ouvir ela dizendo que não seria uma boa mãe; não tinha o que ensinar para os filhos. Depois começou a chorar, agora sentada com o queixo sobre os joelhos. E ela ainda disse: “Feliz é você, meu amigo... eu ponho tudo a perder sempre, sabia? Todo o meu dinheiro nunca fez as pessoas gostarem de mim. Elas gostavam do conforto. Me abandonavam no dia seguinte. Lembra da música que eu cantei pra você, Bob? Ela me lembra alguém que eu magoei muito. Bob, agora só você é meu amigo. Você não vai me abandonar, eu sei”

- Li?

Ela se virou assustada. Se levantou rápido, mas acho que a tontura a fez cair quase com a cara no chão. Eu corri para ela e a ajudei a ficar sentada. Nos abraçamos ali mesmo e ela chorou no meu ombro. Ela apalpava meu corpo com carícias fortes. Era para saber se era eu mesma. Ela estava desalinhada, suja, mal cheirosa... mas mesmo assim sua beleza permanecia. Mesmo assim eu a achava encantadora. Mesmo não cheirando bem eu queria seu abraço, suas carícias... eu também a acariciava. Pela primeira vez eu tomava a iniciativa de lhe acariciar também... sem medo. O coração estava um pouquinho acelerado. Mas não tinha medo. Eu segurei seu rosto entre minhas mãos. Limpei suas lágrimas com os polegares. Eu não resisti e, tomando a iniciativa, colei meus lábios nos dela e ficamos em um beijo louco e romântico. A mistura de um beijo vindo de uma pessoa ébria com o beijo insensato de uma pessoa sóbria... mas que tinha o mesmo sabor. Para que palavras naquele momento? Elas não seriam necessárias. Os nossos corpos falavam por si só. Aquele odor de suor que vinha dela não me perturbava nem um pouco. Suas mãos falavam a linguagem lúbrica do meu corpo. Passeavam pelas minhas coxas... pela minha barriga... elas vieram para os meus seios... apertando... eu me entreguei... eu agora beijava o pescoço dela... numa loucura... aquele cheiro de suor... por um instante parei. Ela estava bêbada. Era eu que tinha que controlar as coisas. Era eu que tinha que por ordem.

- Precisamos conversar. – Ela se recompôs. Tentou parecer sóbria.

- Eu estou fedendo? Não era pra você me ver assim.

- Está maravilhosa. Como sempre.

Ela deu uma gargalhada sonora.

- Sua louca! Você me beijou... foi a minha mãe que chamou você. – Ela gargalhou de novo. – Pensei que nunca mais queria me ver. Eu estava louca, louca... ódio de mim mesma... Me desculpa por tudo.

- Por que desfez o casamento?

Ela se segurou em mim e me abraçou. Com a cabeça no meu ombro, confessou:

- Princesa... eu faço tudo errado... não vou ser uma boa esposa... não vou ser uma boa mãe... minha vida toda é um erro... eu sou uma fraude. Só o Bob me entende. Lídia, a louca. Sou eu. – Bob era o cavalo dela.

- Li... você vai ser uma excelente esposa e uma excelente mãe. Você o ama?

- Sim. Ele é maravilhoso comigo. Muito carinhoso, amável; um sonhador junto comigo.

- Liga para ele agora. Não jogue seu sonho fora. Se ele vale a pena... se você o ama e quer construir uma família...

- Eu quebrei meu telefone. – Eu peguei meu celular e entreguei para ela.

- Se o ama... liga para ele agora.

Ela ligou para ele e pediu desculpas. Enquanto isso eu ia beijando lentamente o rosto dela, o pescoço. Ah, aquele odor duplo de suor e álcool me deixavam louca. Ela me devolveu o telefone e me agradeceu com um “obrigada, princesa”.

Meio que atropelando as palavras ela pediu para que eu fosse embora dizendo que não era uma boa companhia para mim naquele estado.

- Acha que vou deixar você aqui? Vem comigo agora. Vou dar um banho em você. E chega de bebida.

Eu a levei para casa e fomos para o quarto. Eu tirei as roupas dela e a levei para o banheiro. Pela primeira vez a vi nua por inteiro. Ela gargalhava a toa. Por nada. Foi um longo banho. Depois procurei no closet dela calcinhas e vesti nela. Peguei um vestido que achei lindo e a vesti. Ela me deu um secador e eu sequei os cabelos dela carinhosamente regado a beijinhos. Eu a fiz escovar os dentes; a perfumei. Seu beijo agora tinha um sabor de menta e álcool. Eu achava uma delícia.

A mãe dela apareceu e preparou um jantar com a comida que ela gostava. Sem nenhuma vergonha ela dizia que era apaixonada por mim. Meu Deus! Eu quase morri de vergonha. Depois de jantar ela já estava quase dormindo. Eu a levei para o quarto e a deitei na cama. Ela não aguentou mais e dormiu. Eu tirei o vestido dela. Eu fiquei olhando para aquela mulher nua. “Meu Deus, a que ponto cheguei”, foi o meu pensamento. Eu a cobri com o lençol. Desliguei a luz do teto e acendi uma luminária. Dei um beijinho no rosto dela e saí.

- Obrigada. – era a voz da mãe dela me assustando. – eu estava com muito medo que a minha filha morresse.

- Eu jamais deixaria isso acontecer – eu disse.

- E o seu marido?

- Ela já voltou a marcar o casamento. – eu disse, não respondendo a pergunta dela.

- Você conseguiu?

- A Li só precisa ser compreendida, amada... e não confrontada. Quando a senhora a aceitar como filha, vai ver que ela é maravilhosa. E eu só a conheço a três dias.

- Como você pode gostar tanto dela se nem a conhece direito?

- A reposta não está comigo.

- E está com quem? Lá no Japão?

- A resposta está com a senhora.

- Comigo?! Por que você não vai cuidar do seu marido e deixa a minha filha em paz?

Eu a olhei bem dentro dos olhos. Por que ela não gostava de mim?

- Com todo respeito, senhora... a Li é maravilhosa demais para ser deixada em paz. Só a senhora não ver.

- Pegue seu carro e vá embora. E por favor não venha mais aqui.

Eu sorri e fiz uma reverência.

- Obrigada, senhora. Obrigada por essa noite maravilhosa cuja mesma a senhora me proporcionou.

Ela deu de ombros e voltou para casa. Como mãe e filha são tão diferentes? A Li jamais me deixaria sair naquela noite sozinha. Já a mãe dela não se importou nem um pouco.

Chegando em casa me dei conta que estava amarrotada e suja. Fui rápido para o banheiro antes que a minha filha me visse. Meu marido já dormira. As roupas estavam com o cheiro do suor da Li. Eu as cheirei e fechei os olhos. Dava para sentir-me abraçada... amada... elogiada... cobiçada... desejada... ela me proporcionava tudo isso. Ela fazia eu me sentir linda e maravilhosa.

Eu passei a noite sonhando que me casava com ela lá na fazenda, no mesmo lugar onde estivemos no começo da noite.

No dia seguinte fui trabalhar juntamente com meu marido. Por volta de umas nove horas recebi um telefonema da Li. Já comprara um novo celular. Primeiro ela me agradeceu por tudo o que eu fizera por ela e depois ficou preocupada e perguntou se eu havia visto ela nua.

- Eu dei banho em você.

- Eu não lembro bem da parte do banho. Você viu meus peitos?

- Claro, Li. Eu ensaboei você toda.

- Meu Deus! Que vergonha! Nunca deixei que nenhuma mulher e nem homem tocasse meus peitos.

- O que tem de errado com eles, Li – perguntei. – Você é uma linda mulher.

- Obrigadinha. É que eles são muito pequenos. Eu morro de vergonha. Eu odeio ser tocada nos seios.

São tantos os bloqueios do ser humano. Chegam a ser deprimentes. Quase que não paramos mais de falar. Não nos faltavam assuntos. Quase que o dia todo nos falávamos por telefone. Na sexta-feira meu marido me comunicou que ia viajar no sábado e só voltaria na segunda-feira. Imediatamente eu liguei para a Li.

- Oi, meu amor? –disse ela. – estava pensando em você. Aliás eu só penso em você.

- Obrigada. Meu marido vai viajar amanhã.

- Ai, que notícia boa, amor – vibrou ela. Mas por que eu estava comunicando sobre a viagem do meu marido?

- Eu também achei. Se você quiser pode vir aqui para conversarmos mais a vontade.

- Amor? Posso te falar uma coisa?

- Pode.

- Eu estou louca para fazer amor com você.

Eu sabia que essa hora ia chegar. Por isso o meu nervosismo.

- Li, eu não sei o que fazer com outra mulher.

- Princesa, você é perfeita. Por nunca ter ficado com nenhuma outra mulher, isso faz você ser mais pura. É como se você fosse uma deusa. Eu sei que você quer isso também. Eu me lembro dos beijos. Eu lembro que você estava nervosa e querendo fazer amor. Você me deseja tanto quanto eu desejo você.

- Eu tenho medo, Li. Naquele dia fui muito ruim. Eu acho que sou mais uma curiosa.

- Amor, vem... diz que sim. Eu alimento a sua curiosidade. Eu só preciso que confie em mim. Eu prometo que vou te fazer feliz assim como você me faz. Só diz que sim... por favor...

- Sim.

- Eu sabia que você ia querer. Mas não vai ser na sua casa.

- E aonde vai ser? Ninguém pode saber, Li.

- Eu quero fazer uma surpresa para você. Quero ser muito romântica. Você é especial. Vou esquecer de todas as frustrações que tive. Vou começar do zero. Confia em mim?

- Confio. Li, eu confio em você.

No sábado de manhã meu marido viajou. Eu tampouco quis saber qual era o destino dele ou o que ia fazer. Mandei minha filha ir ficar na casa da tia dela. Ela andava meio desconfiada de mim. Fui ao trabalho e arrumei algumas coisas. Sábado não dá muito movimento. A Li me ligou pouco antes do meio-dia e me deu instruções de que duas amigas me procurariam pois ela não daria conta de preparar a surpresa sozinha. Eu estava nervosa novamente. Que surpresa seria?

De fato quando cheguei em casa duas pessoas me procuraram: era um gay bonito, forte; super bem vestido e uma garota muito bem maquiada e roupas caras. Dava para ver que eles não eram qualquer um.

- Kemi?

- Sim. – isso depois de ser autorizada a entrada deles por mim. A Li já havia me dito tudo.

- A Lídia já deve ter lhe falado. Você pode vir conosco?

A garota de seus vinte e poucos anos parecia uma atriz de novela. Gentilmente eles me levaram para um carro luxuoso. Eu estava super nervosa. Mas a garota e o rapaz foram conversando comigo e me distraindo ao máximo que puderam. A garota disse que eu era muito linda. E como todos que me conhecem perguntam logo como é lá no Japão.

Eles me levaram para um salão de beleza luxuoso. “A Lídia mandou fechar o salão só pra você”, foi o que disse a moça. Cuidaram rapidamente do meu cabelo. Lembrando que tudo era sempre de comum acordo comigo. Eu tinha que aprovar ou reprovar. Eu estava começando a entender a surpresa que aquela garota louca estava fazendo. Que louca! Fechar um salão de beleza daquele porte só para mim??!!! Não vou mentir que eu estava adorando. Eu me sentia realmente uma deusa!!! Será que eu valia todo aquele gasto? Uma equipe cuidava das unhas dos meus pés; outros dois rapazes cuidavam da unhas das minhas mãos. A garota só ficava coordenando os trabalhos.

Depois de terminado essa etapa a moça e o rapaz me levaram a uma loja no centro da cidade. Estava fechada também só para mim. Tinham lindos vestidos longos. Meu Deus que loucura! A garota disse em certa hora: “Eu conheço a Lídia há muito tempo... mas esse tratamento de princesa é a primeira vez que eu estou vendo ela fazer. E com todo respeito: você tá podendo!” Cheguei a perguntar quanto ela estava pagando por tudo aquilo, mas eles não disseram. “Relaxa, Kemi. Fique maravilhosa!” foi o que disse o rapaz.

Depois de tanta roupa linda escolhi um vestido preto, lindo! Um tecido bem leve; um generoso decote em “V”. tinha uma generosa abertura frontal até pertinho da virilha. Eu queria impressionar a Li sem ser vulgar. Ao sair do provador, a garota exclamou:

- Ficou maravilhosa! Simplesmente uma deusa.

- Obrigada, meninos.

- Desse jeito acho que estou virando homem – disse o rapaz. – Maravilhosa.

A garota me levou para a sessão de calçados. Eu ia ficar louca! Meu Deus!!! Era o paraíso para uma mulher! Com a ajuda deles dois e de mais duas vendedoras só para mim (ai, que luxo!!!) escolhi um lindo salto 12 pretinho com detalhes dourados.

- Pronto, garota – disse a garota. – Você tá prontinha para encantar a gregos e troianos.

- Obrigada. Vocês são lindos! Eu quero pagar pelo sapato. Quanto custa?

A garota sentou ao meu lado. Segurou minha mão.

- A Lídia disse que você não precisa saber o preço de nada. Fica nervosa não. Você está maravilhosa. Vamos?

- Vamos. Tem um pouquinho de água?

- Pra você? O que você quiser. Meninas, uma água pra nossa princesa.

Ao sair dali entramos no carro novamente e a garota disse ao motorista:

- Para o aeroporto, por favor.

Era um sonho?

- Eu não estou entendendo? Você disse aeroporto?

- Sim, princesa. A Lídia fez a maior surpresa que eu já vi para uma garota. Aproveita. Você tá valendo muito!!!

Eu estava me sentindo como a Julia Roberts no filme “Uma Linda mulher”.

Quando chegamos no aeroporto o carro entrou para uma área reservada e parou pertinho de um heliporto. Eu fui escoltada pelos dois até um helicóptero branco.

- Um helicóptero?! – perguntei, meio incrédula. – Onde está a Li?

- Relaxa – disse a garota. Os dois me ajudaram a subir. – Essa foi a maior loucura que eu já vi. Se alguém fizesse isso pra mim eu já casaria na hora.

- Tem certeza que ela fez tudo isso? – perguntei. – Eu não posso sair da cidade.

- Calma, princesa. Ela está à sua espera. Não vamos sair da cidade. Faz parte da surpresa. E quer saber? Nem eu e nem ele nunca andamos de helicóptero.

- Eu estou mooortaaa – disse ele. Acho que ele estava com muito medo.

A garota segurou na minha mão. Sorriu.

E o helicóptero começou a levantar voo. Meu coração estava levemente acelerado.


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Comentários

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14/10/2020 02:16:03
Sua história é ótima! Fazia tempo que um conto não prendia minha atenção. Por favor, continue.


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