12 Revelações com o Mestre de Carnaval

Bem mais calma, a sós com a tábua de salame na cozinha, Thais podia admitir para si mesma que as coisas foram bem melhores do que ela esperava. Além do Huguinho e do próprio Aluísio, estavam com eles os mesmos rapazes de quando saíram com Emy, Luan incluso, com uma ou duas figurinhas novas. Dez pessoas no total, mas só ela de mulher, o fruto proibido.

Todos bebiam e se divertiam na base da amizade mesmo, no máximo ela evitava contato com o brucutu que a quem Garrincha “apresentou”, noite passada. Fora isso, se havia um incômodo, era o modo como Garrincha a tratava, a todo momento com alguma ordemzinha, como se ela fosse sua empregada, no que ela ia e vinha toda hora pela “porta bang bang”, aquelas ao estilo dos filmes de velho oeste, cruzando a antessala entre a cozinha e a área livre onde estavam. Alguns dos que a conheceram antes até estranharam o comportamento, mas não tinha nada que ela pudesse fazer no momento, apenas se preocupar com o brilho sacana e vingativo nos olhos do sujeito.

Ainda estava em falta com ele, afinal.

Quando chegou, estava extremamente constrangida, tinha passado por um bocado no caminho e mesmo assim falhado em sua missão. Com um balançar de cabeça sutil e nervoso, ela confirmou que Huguinho continuava virgem. Garrincha se desagradou, é claro, mas se restringiu a tomar dela sua bolsa dizendo que a devolveria mais tarde.

Era como se ele soubesse tudo sobre ela. Mais importante que o celular, vez que todos deixaram seus aparelhos na mesinha de centro, garantindo que ninguém ficasse no wpp durante o encontro, estavam na bolsa os… digamos, “produtos especiais” que ela usava para “relaxar”, ou curtir as farras. Bom, por enquanto estava tudo bem neste sentido, já que na falta do costumeiro cigarrinho, a cerveja comia solta, exceto para ela, ciente de seus gostos, Aluísio tinha lhe arranjado uma boa dose de vodca.

Na condição de única mulher da trupe, Thais era o centro das atenções, pena que o gostoso do Miguel ficou responsável pelo fogo do churrasco. Ao que parece, apesar de ser um puto aproveitador, Aluísio fez um bom trabalho na academia. Bebidas à mão e som na caixa, na verdade, na televisão, com o videogame fazendo as vezes de som pro DJ Hugo, em algum momento ela entendeu que esta era uma reunião periódica deles, normalmente sem ninguém de fora, pra que pudessem se soltar e encher o saco do Luan, pedindo que sua prima viesse à academia deles. Uma confraternização perfeitamente normal e descontraída, o que era bem o que precisava após tantas aventuras.

Por um instante, esqueceu do policial e brincou com Huguinho. Alegre, a garota já ensaiava uns movimentos no ritmo do samba, ouviu, até com certo ciúme, que a musa local, uma tal de Karol, desfilaria com a escola dela hoje. Justo nessa hora que o salame achou de acabar.

PLAFT! O som do tapão de Garrincha na bunda dela parecia se prolongar nos ouvidos, as vibrações se espalhando das nádegas macias para o resto do corpo. “Tem mais salame na cozinha. Prepara mais um pouco pra gente enquanto o Miguel termina, minha loira!”, foi um choque de realidade necessário, uma certeza que fez sumir a alegria pouco depois de chegar à cozinha, aos uivos de “Minha loira, é?” entre a galera zuando. Garrincha não era seu amigo. Nenhum deles era. Thais caiu em si novamente. Tudo ia bem, mas só até Garrincha mudar de ideia. Não demorou nada pra que ela se lembrasse que o cara não era o único problema.

-Tudo certinho, neném?- quem, sem o mínimo de respeito, lhe sussurrava ao pé do ouvido era o mesmo puto do portão, da noite anterior. Não tinha decorado seu nome, na verdade, era a primeira vez que ele lhe dirigia a palavra, apesar do boquete, tanto ela o evitou agora. Thais apertou o cabo da faca até os nós dos dedos esbranquiçarem, precisou de todo autocontrole para não reagir às mãos espertas que lhe desciam pela barriguinha, em direção ao ventre. Podiam não ter conversado ainda, mas ele lembrava bem dela chupando sua rola… -Tava pensando aqui... Quanto tu cobra uma rapidinha, hein?- o sangue ferveu. Filho da puta. Não bastava ter esporrado sua cara todinha. Ainda queria mais. Depois daquilo, Garrincha ainda a fodeu, toda melecada de porra. Encarou com ódio a parede descascada, proibida de rechaça-lo. Aluísio deixou isso claro e esta seria sua segunda infração seguida.

-Cenzinho…- a bolinação entre suas pernas congelou. Thais duvidava que ele tivesse esse dinheiro com ele, e se tivesse, ao menos seria o bastante para repor o que tinha na bolsa apreendida.

-Porra, tá salgado, hein?- o cu dele que tava! 20 Pelo boquete é que era um absurdo, como Garrincha bem sabia. Ela merecia muito mais! -Faz um desconto, vai?- a loira lhe deu um empurrãozinho com o bumbum, curto, mas firme, e tornou a cortar o salame, dando de ombros negativamente -Vai ter jeito mesmo não- suspirou -Num sai daí, vou ver se o Garrincha me descola uma grana…

-Espera!- que merda ela tava fazendo? Bom, mas era foda mesmo. Se ele der com a língua nos dentes que ela lhe recusou… -Cê trouxe proteção?- Não dava pra acreditar! De um jeito ou de outro, lá estava a velha blowtex de morango, entre os dedos do sujeito, não que ela fosse chupar aquilo… -É só que… vou ficar até o fim do carnaval, de repente, cê me paga depois…- o malandro, seja lá qual for o nome dele, ficou desconfiado.

-Sei não. Cemzão assim pode fazer falta- ai, merda!

-Quanto cê tem?

-Só os vintola de sempre- Inacreditável. Que canalha, filho da puta! -Vou ali ver se o Garrincha quebra essa pra gente.

-Não!- os olhos dele foram direto pra faca nas mãos dela, que, toda errada, a pôs de volta na pia -A verdade é que... - Hora de mentir. Como fez com Huguinho e com o policial, do jeito que Aluísio gosta -Eu nem dormi direito ontem… passei a noite pensando em você. Cê sabe que depois daquilo o Aluísio quis me comer né? O tempo todo eu tava pensando no teu pau… Entre a gente rolou só um boquete, mas me deixou pensando em como seria te ter dentro de mim…- o sorriso sacana do viado era enervante -Olha, se for pra essa pica veiuda… -até ontem nunca tinha traído o namorado, agora já até inventava qualidades na pica de qualquer idiota pra levar rola, que evolução! -Se for dessa vez, só dessa vez, eu dou de graça pra você -cada palavra um aperto no coração, ao menos Huguinho era inocente, ao menos ela tinha algo a lucrar com o guarda, ao menos Aluísio garantia não espalhar seus vídeos, mas ele… ele estava mesmo prestes a comê-la a troco de nada -Mas tem que ser agora- onde qualquer um podia flagrá-los, claro... -não me deixa esperando!- só podia ser o fundo do poço.

-Vira pra lá e abre as pernas, não quero atrapalhar teu serviço- o safado era rápido só quando queria. Em meio segundo já tinha lhe arriado a minúscula calcinha e guardado-a no bolso, ajeitando a loira com a bunda empinada para ele, mas pareceu levar uma eternidade para colocar a camisinha, jogando o resto do pacote no balcão -Que porra é essa, menina? -com o dedão, ela sentiu ele empurrando de leve o plug prata que Garrincha lhe fez usar no cuzinho.

-Mete na bucetinha, meu macho. Hoje não estamos trabalhando com a porta dos fundos. É feriado, né? Meu bumbum tá de folga- Aaaaahh! Bosta! Não precisava nem olhar pra saber como o desgraçado sorria de orelha a orelha.

-Mas é uma puta mesmo!- em um misto de alívio e incômodo, conforme ele enterrava vagarosamente a pica dentro dela, ao menos Thais teve o contentamento de não estar devidamente lubrificada ainda e se a penetração doeu um pouco, ao menos provava que ela não estava completamente entregue à luxúria alheia -Gostosa!- ao contrário dele, concentrado somente no próprio prazer.

O puto foi até o talo, encostando os pentelhos ralos na bunda dela, as mãos subiram diretamente para os seios firmes, enquanto começava o vai e vem, tão estranho graças ao plug atolado no cuzinho. Foi só o tempo de se acostumar pra a loira sincronizar o rebolado com ele, aos primeiros sinais de lubrificação, esfregando-se com força no imbecil, que confundia sua pressa em fazê-lo gozar com tesão. Mãos atrapalhadas e cegas desceram novamente, procurando o clitóris dela e dando origem a uma fraca faísca de desejo... até que alguém deu um porradão numa das folhas da maldita porta “bang bang”, quase os matando do coração.

Atabalhoado, ele fez o que pôde para esconder a rola na bermuda antes que fossem flagrados, no que Thais cortou ainda mais as já pequeninas rodelas de salame, nesse ritmo acabariam comendo o tira gosto em pó. O intrometido moreno descamisado os encarou longamente antes de abrir a geladeira atrás de uma latinha, era ele quem mais bebida de todo o grupo. Sem se mostrar para eles, soltou a bomba:

-Mano, tua mulher tá te ligando, se eu fosse tu, corria lá com a galera por que eles atenderam- o viado era comprometido! Além de tudo, ela tava trepando com um cara casado! Foda... Branco como cera, o abestado disparou de volta para seus “amigos”.

Vigiada pelo atento moreno, que agora ela ponderava, só perdia pro Miguel em gostosura, dado seu corpo bem definido, Thais passou o salame para o pratinho, mas antes que pudesse sair da cozinha, ele a deteve:

-Ele não é muito bom né?- Um frio na espinha fez com que seu fingimento não enganasse ninguém -Tá na cara o que vocês tavam fazendo. A mulher dele não pode beber meia latinha que fala mal do cara na cama, gente boa, mas bem fraquinho- se aquele era o gente boa, imagine o sacana... -Soubesse que você tava pra jogo, tinha me chegado antes- o moreno a prensou contra a pia, segurando-a pela cintura, enquanto ela equilibrava o pratinho. Ao menos não parecia estar por dentro da chantagem -Quer que eu te mostre uma foda de verdade?

Ele a beijou com sofreguidão, este sim tinha pegada. Apesar do álcool e do gosto de cerveja, em poucos segundos de pegação Thais ficou molinha molinha. Ele era melhor até do que o Carlos, seu namorado, que tantos chifres já acumulava, mas agora não era o momento disso, agora ela só curtia a massagem gostosa das mãos dele na sua raba e a língua esperta invadindo e dominando sua boca. Em dois tempos ele já a tinha sentada sob o balcão, pernas abertas para recebê-lo, saudosa de uma boa rola, ele equipou-se com uma das camisinhas que seu antecessor esqueceu na mármore fria. Bêbado, nem percebeu o plug, mas nesta posição ela sim percebeu, e como percebeu, ao ponto de escorrer seus fluidos no balcão.

O cheiro de morango inundava suas narinas com a mesma facilidade que a pica dele lhe invadia a boceta. Parte de Thais comparava os dois agora, na verdade, não havia grande diferença entre a pica deles, o tamanho era mais ou menos o mesmo, e se o primeiro tinha veias enormes, enquanto este era mais normal, o preservativo as escondia de toda forma. A diferença jazia na cadência, na firmeza dos movimentos e no modo como a piroca ia consciente em cada ponto de prazer escondido entre suas reentrâncias, a faísca de tesão que a primeira comida fez brotar desabrochou num verdadeiro incêndio.

Apesar do maldito armário não lhe dar muito espaço, não precisava mais fingir tesão, atenta ao cu atolado, a loira até se imaginava numa DP… era impossível segurar os gemidos. Foda-se o mármore gelado e o armário, foda-se o Carlos e o Garrincha, aquilo era bom! Buttplug e tudo! Tão bom que a idiota se apoiou na torneira, que não resistiu ao peso, girando com tudo, num estalo feio e uma explosão de água.

Difícil saber qual dos dois soltou os piores palavrões, ele ainda curtiu a loira se debatendo de susto na pica dele, mas isso não durou muito, frente ao estardalhaço que o cano quebrado e ela fizeram. Puta frustração guardar a rola dura e sair correndo pra fechar o registro d’água. Devia ser castigo por ter feito parecido com o amigo.

Atraídos pelo barulho, mais gente veio ver o que tinha acontecido, só para encontrá-la desnorteada junto à pia destruída. Garrincha ficou puto, claro, e ninguém acreditou muito na desculpa dela de que a quebrou tentando se segurar quando caiu, tentando alcançar a prateleira de cima do armário. No fim das contas, alguém vedou a torneira e seu moreno gostoso foi responsabilizado pela burrada e mandado comprar outra imediatamente.

Neste meio tempo, Miguel terminou de preparar o churrasco e os chamou para comer num esforço para acalmar os ânimos. Thais mal tocou a carne, gelada tova vez que encontrava o olhar aborrecido do Garrincha. Alguns dos rapazes até tentaram, sem sucesso, animá-la, outros apenas a encararam de um jeito safado.

Ah, se ao menos a xoxota a deixasse em paz, mas era difícil com duas fodas interrompidas e tantos machos a cercando sem calcinha, nunca antes ela se sentiu tão vulnerável, tão exposta, tão sensível. O clima ficou meio estranho até que o próprio Garrincha teve uma ideia para restabelecer a paz. Sumiu no quarto por alguns instantes, depois voltou com um cigarrinho para cada, a exceção do Luan e do Huguinho, além dela mesma. Parecia algo comum para eles, exceto pelo elogios à qualidade do produto… foi quando percebeu.

Aquela erva era dela, a que estava na bolsa. E eles eram seis, ausentes o moreno e o veiudo de antes, ela não duraria nadinha.

Aquilo fez um ódio sem tamanho subir pelo peito, mas o que podia fazer? Nada, a não ser sorrir amarelo enquanto Luan preparava um jogo de futebol no console pra eles. Nisso, os meninos basicamente se esqueceram dela, entretidos em seus joguinhos, exceto que a maresia estava começando a impregnar nos pulmões, fazendo seca sua garganta e lábios. Puta sacanagem, fumar tudo na frente dela. Huguinho decretou o início do torneio mensal e ela só tinha a cabeça no baseado que não possuía, virando os últimos copos de vodca, emburrada e alheia ao quanto já tinha passado do ponto, com o estômago quase vazio.

-Tá afim de um né?- Aluísio se chegou nela, no que ela o fuzilou com os olhos -Calma, meu anjo, claro que guardei unzinho pra ti- Thais detestou a alegria crescente no peito -Me encontra na cozinha- e saiu.

Podia ser um absurdo, mas ela realmente estava precisando. Com todos distraídos na porcaria do videogame, a loira não se demorou em segui-lo, sendo recebida por um beijo lascivo e mãos que lhe agarravam a bunda até tirá-la do chão, a despeito do beck entre os dedos, mas antes que ela pudesse fazer qualquer coisa, ele já quebrou o momento lhe perguntando como a torneira realmente quebrou.

-Eu me segurei nela… enquanto seguia suas ordens…

-Tava trepando, vadia? Deu pra quantos hoje?- Thais suspirou um semi gemido agoniado, como uma criança fazendo birra. Estava enganada antes. Este sim era o fundo do poço.

-Dois- Aluísio ergueu uma sobrancelha -e um boquete.

-E pro Huguinho nada, né safada?

-Dois boquetes. Teve o Huguinho também…

-Não passa de uma puta mesmo, até esquece das rolas que chupou.

-Só fiz isso por que cê me obrigou!

-É? Mas nenhum deles sabe do nosso acordo! Aliás, a única vez que eu te mandei dar pra alguém, tu nem deu!- como assim, eles não sabiam?- Se tu não quisesse, era só enrolar eles que num dava nada, eu nem ia ficar sabendo. Puta burra do caralho, tava dando por que queria!- não, não, não, ontem ele tinha dito que… o grupo no wpp… -Tira esse vestido- quais eram os nomes no grupo? Tinha o irmão dele e.. -Tira essa porra, anda!- Movida pelo instinto dos bêbados, Thais ergueu o vestido acima da cabeça, bagunçando um pouco os dreads. Estava apenas vagamente consciente do fato de estar nua na cozinha dele e foi tomada de surpresa por dedos enxeridos entre suas pernas -A puta já veio sem calcinha, puta merda- alá homem aranha, dois dedos a penetraram, espalhando todo o mel acumulado das sucessivas interrupções e puxando-a, com cada círculo, um pouco mais para perto da Terra. Garrincha, por sua vez, tinha adorado o visual: dreads loiros, completamente nua, exceto pelas sandálias gladiadoras, lembrava uma personagem de filme -Olha isso! Viu quão molhada essa porra já tá?- ia ser uma delícia quebrar esta guerreira.

Era verdade. No fim das contas, tudo isso era culpa dela. Desde o começo.

-Chupa meu pau- foi como uma ordem vinda de outro mundo. Irritado, Garrincha soprou a fumaça em seu rosto -Não quer teu baseado? -pra facilitar, ele mesmo baixou a bermuda, pondo o pau pra fora, ainda dando os primeiros sinais de vida -Manda bala!

De joelhos, Thais tomou a pica pela base delicadamente e chupou a chapeleta devagarinho, somente com os lábios, produzindo um gostoso som de sucção, sem de fato engolir a piroca que lhe era oferecida. Ainda tentava organizar a mente, contudo, Garrincha, não estava com paciência pra isso e a agarrou pela cabeça, tampando seus ouvidos, o baseado bem juntinho do rosto... e forçou a piroca fundo na garganta dela, pro desespero da garota, incapaz de engolir mais um centímetro que fosse.

-Boquete seco da porra, chupa direito!- vieram seguidas estocadas, até fazê-la se babar toda, lutando para conter os reflexos da garganta. A loira não era muito experiente no oral, garganta profunda realmente não era uma de suas especialidades, mas agora sim, estavam chegando a algum lugar. Mais calmo, Aluísio deu uma baita tragada -Achei que tu tava querendo um desses- livre da piroca invasora, Thais arfava como louca, tentando recuperar o fôlego, os olhos de repente presos ao baseado que ainda estava pela metade. Garrincha sorriu -Prefiro jogar fora do que dar ele pra você- e atirou o cigarro no chão.

Por instinto, a loira tentou apanhá-lo, mas errou, ficando de quatro pro seu algoz. O esforço foi inútil, pois antes que ela pudesse juntar o cigarro, o puto já havia pisado nele, de modo que o máximo que conseguiu foi um tapa estupidamente estalado na bunda empinada, com certeza alto o suficiente para que todos ouvissem a ele e ao seu gritinho. “Isso vai deixar marca”, choramingou.

-Tu tens dois minutos pra me deixar bem alegre. Tem que ser antes da minha vez lá com a galera, caso contrário, tu tá fodida na minha mão. Já cacei o contato dos teus pais, adivinha quem vão ser os primeiros a curtir o corte especial que fiz no teu pornozão, hein?

Sem o menor pudor, nem esperanças, Thais atacou o pau que mais odiava em toda vida, engolindo até a metade e mais um pouco, seus dentes chegaram a roçar nele, tamanha a pressa. Garrincha soltou um gemido que ela não soube identificar ser de desconforto ou prazer, precisava se acalmar, mas não diminuir o ritmo, pra evitar outra explosão de raiva.

Tocou uma rápida punheta enquanto ponderava suas opções. Decidiu seguir a “dica” dele, correndo com a língua pelo corpo da pica até abocanhar a cabeça com um movimento teatral, de novo e de novo, agora sim, interpretando bem o papel de atriz pornô que a vida lhe atribuiu e que ele tanto parecia gostar, falando no vídeo da câmera de segurança.

Procurou sincronizar a punheta com o sobe e desce da cabeça, mas não era muito boa nisso, ainda mais se não quisesse quebrar o contato visual, o que era uma boa pedida, já que o sacana estava adorando o brilho nos olhos castanhos da loira, que pareciam lhe implorar por misericórdia.

Antes que Garrincha tivesse mais uma mudança súbita de humor, causada pela falta de velocidade do boquete, Thais lhe apertou a pica com ambas as mãos, entrelaçando os dedos para esticar bem a pele sensível, e agasalhou a glande em sua boquinha, num sobe e desce curto, mas rápido, quente e tão molhado quanto conseguia, sempre olho no olho com ele... Só que uma hora ele precisaria respirar.

Garrincha a agarrou pelos dreads bem quando ela libertou a pica do abraço gostoso de seus lábios, mas não pôde fazer nada além disso, pois ela, já esperando esta atitude, reagiu com uma punheta frenetica, mesmo que um pouco atrapalhada, fechando com chave de ouro usando uma das mãos para lhe acariciar o saco. Putz, não teve jeito, foi de fraquejar as pernas e se apoiar no balcão, enquanto a bermuda frouxa terminava de arriar de encontro ao solo. Pela primeira vez, Thais sorriu, enfim dominando o próprio destino.

Aproveitou para testar com ele a técnica que levava seu namorado à loucura, cuspindo bastante na pica, de cima para baixo. Conforme a baba esbranquiçada escorria, ela a lambia de volta, primeiro com grandes linguadas, semelhante ao que faria com um sorvete, depois “tocando gaita”, de um lado e de outro, culminando num depravado beijo na glande, roçando os lábios e brincando com a língua carinhosamente, enquanto as mãos trabalhavam constantemente o mastro e o saco, brilhantes de saliva.

Aquilo era bom, mas Garrincha curtia mesmo era um negócio mais bruto, foi só por sorte que ela percebeu isso no brilho presunçoso dos olhos dele, reiniciando a tática da chupadinha rápida com a punheta, bem a tempo de se salvar da agressividade do sujeito, mas foi quando tornou a cuspir na rola, buscando uma punheta mais lubrificada, que teve a grande sacada: no que se ergueu e agachou, seus seios roçaram nele, babado o suficiente para tentar uma espanhola.

Thais não era peituda, mas era natural e tinha o tamanho certinho para envolvê lo entre a maciez dos seios, saltitando frenética e alegremente no que lhe dava a visão perfeita de seus olhinhos suplicantes e das carnes branquinhas por onde seu pau sumia e voltava. Esta era uma luta que ele não podia ganhar, não depois do golpe derradeiro:

-Goza pra mim, vai… goza na minha boca, vou bochechar e engolir toda sua porra que nem ontem, pode dar leitinho que eu aguento- ela tinha odiado isso, mas foi o começo de tudo, de sua transformação em puta chifradeira. Ai, Carlos… Mesmo assim, foi o que a salvou da fúria de Garrincha naquela vez e tinha bastante certeza de que salvaria de novo.

-Ha, ha! Pode ser uma puta burra, mas é só por um pau na boca que começa a falar as coisas certas. Abre bem, quero ver minha porra todinha dentro dessa boquinha de boqueteira safada- não bastava comer, ele tinha que sacanear, mas estava tudo bem. Ela sabia que ele não duraria muito, palavras machucavam menos que o pau derrotado dele, que finalmente explodiu seu gozo, uma quantidade que a surpreendeu apesar das fodas recentes, ainda mais por que ele deliberadamente errava a boquinha escancarada, privilegiando sua face com um banho de esperma ainda pior que o do portão. Tão ruim quanto isso era o cuzinho contraindo-se de tesão ao redor do plug.

Garrincha se recostou outra vez ao balcão, enquanto Thais recuava, assustando-a com um sonoro “Não!”, quando ela quis se limpar. Quanto tempo passariam naquilo? Quanto tempo até mais alguém vir e lhe pegar nua na cozinha? Qual seria a próxima rola a se aproveitar dela? Já estava perdendo a conta e pior, agora sabia que estava gostando. Percebeu que Aluísio estava embrulhando outro cigarrinho e com alguma esperança torceu para merecê-lo de presente, antes que se acabasse todo, se é que este ainda era do que tinha trazido.

-O seu tá em cima da minha cama, o quarto fica atravessando a antessala. Vai querer mesmo?- Thais fez que sim com a cabeça e ele se agachou juntinho dela -Então vou falar pra galera que tu topou…- o plano dele era simplesmente humilhante. Pra compensar toda merda que ela tinha feito, a loira seria o presente de cada vitória no joguinho deles: ela esperaria de quatro na cama, se quisesse fumar, que fumasse, mas não podia sair desta posição, nem limpar-se ou olhar para trás. O vencedor tinha direito de comê-la pelo tempo que durasse a partida seguinte e o campeão teria este tempo somado ao saldo de gols em minutos. O plano era detestável, mesmo assim ela concordava com tudo, atenta ao dedo roçando no plug, que a esta altura já devia ter deixado seu cu mais que arregaçado, já que ela nem o sentia mais, passadas aquelas últimas contrações -Não esquenta que eles vão respeitar nosso acordo- sim, ela já tinha até se esquecido do motivo de estar usando aquele troço -Agora vai pra tua posição- e lhe deu outro tapa ardido na bunda, perto da marca vermelha do primeiro golpe. Ela quis se levantar, mas um grito a preveniu -Vai de quatro, vadia!- o plano era detestável, mas um tesão também.

Engatinhando feito uma gatinha no cio, mas nervosa como uma virgem, Thais passou por debaixo das fatídicas portas de faroeste, extremamente consciente de que qualquer dos rapazes poderia vê-la através das portas de vidro da antessala. Dez metros, mais ou menos isso. Talvez o puto que a descobrisse a comesse lá mesmo, mais um na sua crescente lista… estava descobrindo seu lado exibicionista, ao que parece. Sete metros. Cinco. Estava quase lá e a boceta não parava de escorrer, dando asas à imaginação. E se todos a vissem? Para ela foi uma eternidade de tortura, segundos que no momento demoraram anos, mas enfim completou a travessia. Incólume. Pela primeira vez cumpriu uma tarefa, por menor que fosse, sem dar de cara com uma rola! Era de rir.

O jeito como os lábios da bocetinha da loira se destacavam, mesmo com ela de quatro, era foda, e a gladiadora certamente dava um toque especial à safadeza. Satisfeito com o showzinho, Aluísio apanhou de cima do balcão o celular que deixou filmando e voltou para junto dos amigos. Era uma pena que o acordo com a rapaziada o deixasse por último, independente de quem ganhasse. Cumprimentou Luan com uma piscadela, zoando outro amigo que perdia um gol feito.

Luan sabia de tudo, é claro. Seu irmão tinha lhe explicado desde ontem depois da foda na academia, e na verdade tudo isso era meio que uma lição para ele, Aluísio prometeu mostrar-lhe como deveria ter feito com Letícia e estava cumprindo. Hora da parte 2: Letícia tinha Dani, Thais tinha a Emy. Enviou o tanto o vídeo editado quanto o recém gravado pra ela. Só queria ver sua cara com as coisas que Thais dizia.

Outro gol. Este comemorado com a certeza de uma baita recompensa.


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Comentários

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29/06/2020 07:07:08
Valeu pelo apoio, parça! Depois do fim dessa história com a Thais, tenho um conto mais curto engatilhado da Ana (uma das amigas bobinhas da Leticia), baseado numa história recente que ouvi. Depois pretendo voltar com a mulata Karol, e a própria Leticia, mas num ambiente diferente das primeiras histórias dela com o primo.
28/06/2020 09:42:55
Estou gostando muito da história e da possibilidade desses eventos paralelos com outros personagens mas gostaria de ver o Luan ainda em mais aventuras com a prima dele e com a mulata e com a amiga de escola dele e com a amiga da prima ia ser muito legal nota 10 veio mal posso esperar pelos próximos não demora muito pra continuar por favor!!
26/06/2020 18:53:29
Fala, galera! Semana que vem espero postar o final dessa história com a Thais, depois disso, creio que precisarei dar um tempo de uma ou duas semanas, mas espero que curtam! Criticas são sempre bem vindas, até!

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