Opostos CAP 1

Um conto erótico de O.J
Categoria: Gay
Data: 06/04/2020 22:18:18
Assuntos: Romance, Gay

CAP 1 - Diferentes.

Jin observava da janela do carro o caminho que eles estavam percorrendo a cerca de 45 minutos. Ele estava cansado. Não muito, mas ficar dentro de um carro cansava.

Era praticamente um comboio. Havia um carro na frente, um atrás e o do meio onde Jin estava.

Eram carros grandes, confortáveis e blindados.

Ruth estava sentada de frente para ele, com as pernas cruzadas e com um belo coque. Além do motorista, eles eram as únicas pessoas dentro do carro.

- Não precisa de preocupar - disse ela - Pedi um relatório detalhado de cada aluno daquela escola. Nao tem perigo.

- Não estou com medo - ele sorriu e deu de ombros.

Ruth era a chefe de segurança.

- Seu pai está - disse ela bebendo um pouco de água.

- Ele é exagerado - falou - Como sempre.

Ela deu de ombros e seguiram em silêncio até a escola.

Seu pai era Secretário de Estado, um cargo que ele não entendia muito bem para o que servia, mas aparentemente era importante. Tão importante que ameaças de morte eram frequentes. Ele não se importava muito, diferente de seu pai.

Jin entendia que ele o amava mas as vezes ele exagerava um pouco em relação a isso.

Passaram pelo portão principal da escola e o carro percorreu por mais 10 minutos até chegar no que parecia ser o prédio principal.

- Bom, boa sorte - Ruth deu um leve aceno com as mãos e sorriu.

Jin sorriu de volta e saiu do carro.

O céu estava nublado e fazia frio. Jin usava um sobretudo preto por cima do uniforme que fazia com que ele parecesse menor, mas ele não se importava. Seu cabelo provavelmente estava todo bagunçado.

Ele caminhou em direção a recepção e um Senhora, simpática, explicou algumas coisas lhe deu a grade de estudos.

A sala de aula ficava um pouco longe do prédio principal, então Jin aproveitou aquele momento para conhecer melhor o lugar onde passaria boa parte do seu tempo.

Ele caminhou por entre os corredores e esbarrou em um rapaz loiro que parecia tão perdido quanto ele.

- Desculpa - disse ele

- Tudo bem - falou e olhou em volta.

- Novato? - perguntou ele

- Sim - afirmou - Jin, prazer.

Ele estendeu a mão.

- Lucas.

Lucas era do mesmo tamanho que Jin, ou seja, baixo.

Sua pele era branca. Não tão branca quanto Jin, mas ainda sim era.

- Gostei do cabelo - disse ele.

Jin sorriu.

- Discreto né.

O cabelo do Jin era rosa. Bem rosa, na verdade. Ele não cortava a algumas semanas. Seus cabelos lisos caiam pela testa fazendo uma franja desregulada.

- Bem discreto - Lucas sorriu e eles começaram a caminhar juntos - Tem 17 também?

- Isso. Qual a sua turma?

- 17B.

- Legal, estamos juntos então.

Jin estava animado, gostava de estudar.

Lucas e ele, vestiam os uniformes da escola. Um blazer preto, e por baixo uma camisa branca. A calça igualmente preta, terminava o uniforme. Os dois acharam meio brega, mas não era opcional.

Ambos caminhavam pelo corredores, um pouco perdidos e depois de pedir algumas informações encontraram a sala de aula.

A sala estava cheia e todo mundo parecia falar ao mesmo tempo. Lucas e Jin se sentaram no meio da sala e observaram todos em sua volta.

Ambos se olharam com cara de nojo ao verem uma das meninas gritar sobre um garoto gato que ela havia visto. Ela dizia algo sobre estar apaixonada.

- Apaixonada? - Lucas encarou Jin - Meu Deus quantos anos ela tem?

- Poucos - disse uma voz ao lado.

Eles olharam e ela sorriu. E nossa, ela era linda. Sua pele era negra e seu olhar cativante e debochado. Seu cabelo era comprido e preto como carvão.

- Tenho certeza que ela não entrou na puberdade ainda - completou Lucas nos fazendo rir.

- Lia - disse ela se apresentando.

- Lucas.

- Jin.

- Jin? - ela sorriu - Ual, que nome legal.

Ele sorriu e voltou a observar a sala. O professor ainda não havia chegado, então os alunos continuavam a conversar animadamente como se se conhecessem a anos. Haviam somente um rapaz que não estava conversando. Ele batia na mesa com um lápis enquanto passava o olho pelas pessoas na sala, até que seu olhar chegou em Jin.

Ele parecia curioso. Seus olhos eram pretos, como seus cabelos. Ele era moreno e parecia ser maior que Jin. Mas também, quem não era?

Jin arqueou a sobrancelha em sua direção até que ele que desviou o olhar, e então o professor entrou na sala.

[......]

Isac não era bom em puxar assuntos.

O primeiro momento não foi tão bom assim, porque ele se sentiu sozinho. Não que ele fosse de ter muitos amigos, mas o único amigo que tinha, era alguém que ele podia confiar e contar.

Ainda no dia anterior, Isac sentiu uma súbita vontade de pedir para o seu pai para ele não ir para aquele escola.

Mas ele não o fez. Ele sabia qual seria a resposta.

Agora, ali na sala de aula sem conhecer ninguém, ele pegou um lápis e começou a bater com ele em cima da mesa.

As pessoas falavam alto e pareciam animadas em suas conversas.

As observando, elas pareciam ter tanto dinheiro quanto eu poderia ter a minha vida toda.

Isac observou o máximo possível de rostos até que parou em um.

Seu cabelo era rosa. Isac nunca havia visto um cabelo daquele jeito. A não ser em meninas, das quais sua mãe queria que ele mantivesse distância.

O menino do cabelo rosa olhava para Henri como se perguntasse Porque tá me olhando?.

E então ele desviou o olhar e a aula começouA aula passou rápido e Henri foi o primeiro a sair da sala. Eles teriam um intervalo de 30 minutos até a próxima aula. Ele seguiu pelos corredores até encontrar um bebedouro. Depois de beber a água, caminhou tranquilamente pelos corredores. Ainda faltavam 15 minutos pra próxima aula. Decidiu voltar pra sala.

Haviam algumas pessoas da turma, e outras que ele não reconheceu. Deviam ser de outra sala, pensou.

O rapaz de cabelo rosa estava na sala. Ele parecia prestar a atenção no que outro rapaz dizia no canto da sala.

- Eu estudo aqui a minha vida toda ... - disse o desconhecido - Ainda bem que não estou nessa turma, tanta gente estranha... Esse ano até baleia tem.

Um coro de risadas tomou conta do ambiente.

Uma menina sentada um pouco afastada de Henri ouviu calada, as palavras dele pareciam ser em direção a ela.

Henri ficou confuso. Porque ele estava fazendo aquilo?

- É sério - continuou o garoto rindo - Tem até veado.

As risadas foram mais altas dessa vez.

O que ele quis dizer com veado?

Henri se sentiu mal pela menina. Se o seu melhor amigo estivesse ali, provavelmente já teria feito alguma coisa, diferente dele, que estava envergonhado.

- Pelo visto burro também - disse uma voz.

Henri olhou para a esquerda e o viu em pé.

O garoto de cabelo rosa estava com os braços cruzados e com um semblante tranquilo.

- Como é - O outro que não parecia ser da nossa turma foi em direção a ele - O que você disse?

- Você disse : Tem baleia - ele contava com as mãos - Tem veado e temos um burro também.

A sala ficou em silêncio.

- A carapuça serviu barbie?

- Sorte a nossa de não ter uma merda igual a você na nossa turma - disse ele fazendo Henri ficar surpreso ao ouvir um palavrão - Imagina, ter que lidar com um idiota, assim, todo dia?

O garoto tentou avançar contra o cabelo rosa mas foi impedido pelos amigos.

- Calma Caio - disse um de seus amigos - Você pode ser expulso.

- Seu filho da puta - disse Caio aos dentes.

Era a segunda vez que ele havia ouvido um palavrão e a sensação era a mesma da primeira vez.

Na casa de Henri, era como se esse tipo de palavra não existisse.

Caio e seus amigos saíram da sala e o garoto de cabelo rosa sentou-se com um olhar triunfante.

Henri observou quando discretamente a garota que havia sido insultado por Caio olhou para trás e sorriu para aquele que havia acabado de defendê-la, e ele deu uma rápida piscada pra elaIsac era filho de um casal de pastores. Não eram qualquer pastores. Na verdade, seus pais fundaram uma igreja que cresceu absurdamente rápido e de tempos em tempos eles foram obrigados a procurar um lugar maior para abrigar todos os membros.

A princípio os pais dele não queriam que ele fosse pra aquela escola em específico. Eles não disseram, mas Isac supôs que eles tinham medo do que ele poderia aprender.

O fato era que ele havia crescido em um ambiente frio e já tinha se acostumado a isso. Seus pais não o abraçavam, não diziam que o amava e muito menos perguntavam como ele estava.

O único momento em que eles mostravam que se preocupavam era quando estavam na igreja.

Ele gostava de ir a igreja. Gostava de conversar com Deus, de fazer algumas perguntas e esperar por respostas que não vinham. Mas ainda sim, O amava.

Isac não conseguia se concentrar muito bem na aula naquele momento.

Ter crescido em um ambiente diferente daquele em que se encontrava, o fez pensar em quanto as pessoas eram diferente dele.

Principalmente o garoto de cabelo rosa.

No fundo, bem em seu interior ele tinha achado aquele corte e a cor do cabelo legal.

Se seus pais vissem aquilo iriam achar uma forma de trocá-lo de turma, ou até mesmo de escola.

Subitamente sentiu falta do seu melhor amigo Dan.

Dan era um tipo de amigo diferente, que Isac não conseguia especificar, mas não era preciso. Eles se entendiam e se respeitavam. Os pais dele não gostavam muito da amizade dos dois mas não os proibia de se verem. Eles sabiam que era o único amigo que ele tinha.

Dan e seus pais frequentavam a mesma igreja, mas diferente da família de Isac, os pais de Dan pareciam se amar e amar seu filho. Aquilo fazia Isac se sentir mal, principalmente por cometer o pecado da inveja.

- Pra esse trabalho vou ter que pedir para vocês se unirem em equipes de 4 pessoas.

Isac olhou em volta.

As pessoas olhavam umas pras outras em busca de suas equipes.

- Esse trabalho é pra ser entregue na sexta, junto com um relatório escrito por cada um de cada equipe, de no mínimo 3 folhas.

A sala fez um som de surpresa e então o professor saiu da sala.

Ele não gostava de trabalho em grupo. Só em duplas, já que tinha um único amigo.

- Oi.

Olhei para o lado.

O garoto de cabelo rosa me observava em pé.

Ele sorria mas não mostrava os dentes. Seus olhos também sorriam. Henri não sabia explicar como pôde ver sorriso nos olhos dele, mas viu.

- O-Oi - respondeu.

- Quer se juntar a nós? - ele apontou para duas pessoas atrás dele.

Isac fez que sim com a cabeça e guardou rapidamente suas coisas.

Ele ficou sem graça de ir até o trio mas mesmo assim, o fez.

Eles pareciam animados, e aparentavam se conhecer a certo tempo.

- Ei cara - um cara loiro deu um leve tapinha no meu braço - Eu sou Lucas.

Assenti.

- Eu sou Lia - disse uma menina com a pele negra. Ela era bonita e parecia divertida.

- Eu sou Jin - disse o de cabelo rosa.

Assenti novamente.

- Meu n-nome é I-isac

Havia hesitação em sua voz.

- Prazer Isac- disse Jin.

Jin tinha um rosto meio redondo. Ele era asiático. Sua pele era extremamente lisa e parecia ser bem cuidada. Ele tinha olhos grandes e densos.

Henri continuava em pé e percebeu que era o maior dos quatro.

- Vamos comer alguma coisa? - sugeriu Lia.

Os outros assentiram e olharam pro Isac como se esperassem uma confirmação.

Ele acenou com a cabeça.

Todos saíram da sala em direção a uma das cantinas da escola.

Se sentaram em uma das cadeiras acolchoadas com exatos quatro lugares. Os três deixaram as mochilas em cima da mesa e se levantaram.

- Você não vai comer nada? - perguntou Lucas.

Eu estava com fome. Bastante, na verdade. Mas meus pais não deixaram dinheiro.

Você não vai precisar de dinheiro, coma na hora do almoço, já que está incluso na mensalidade disse seu pai. Sua mãe concordou com um aceno de cabeça e seu marido completou com E coma somente o suficiente, lembre-se de que a gula é pecado e que há pessoas sem ter o que comer.

- E-estou sem fome - mentiu.

Ele praticamente nunca havia mentido antes.

Segundo seu pai, esse era um dos maiores pecados existentes.

Se sentiu mal por ter mentido.

- Tudo bem, já voltamos.

Eles foram em direção a cantina, compraram alguns salgados, biscoitos e voltaram.

- Antes de mais nada queria dizer que você foi foda na sala de aula - disse Lucas.

Palavrão. Outro palavrão. Era estranho e engraçado para Isac ouvir aquilo.

- Ele era um imbecil - completou Lia.

Os dois ofereceram seus salgados mas Isac os recusou, ele não queria atrapalha-los. Talvez estivessem com mais fome que ele.

- Ele é um babaca - disse Jin por fim.

Ele abriu um Biscoito e estendeu pra Isac.

- N-não ... - hesitou - Obrigado.

Ele continuou com o biscoito estendido olhando-o de forma que seus olhos sorriam como antes. Quando ele sorria, linhas se formavam em seus olhos e.

Isac queria pegar, mas não queria parecer inconveniente.

Jin continuou com o biscoito estendido até que Isac o pegou.

Jin deu um sorriso triunfante por ter vencido.

- Qual tema abordaremos pro trabalho? - Perguntou Jin entrelaçando seus dedos um nos outros por cima da mesa.

- Não sei ... - Lia prendeu o cabelo em um lindo coque fazendo com que seu rosto ficasse mais destacado -Podemos pesquisar temas legais.

- Podemos criar um grupo no Whatsapp também.

Cada um foi falando seu número pro Jin até que chegou a vez de Isac

- E-eu não tenho ... Celular.

Os três pareceram perplexos com o que ele havia acabado de dizer.

- É impossível - Lia havia parado de comer.

- E-Eu nunca tive.

Seus pais achavam que celular ou computador eram distrações. Isac nunca usou, então de certa forma não fazia falta.

Os três se entreolharam.

- Como você faz os trabalhos? - Jin parecia curioso.

- Livros.

- Você nunca usou instagram?

- O-oque?

- Caralho! - Lucas colocou as duas mãos pro alto - De onde você veio?

Isac ficou um pouco envergonhado.

- Bom, vamos te apresentar a Internet então - disse o Jin abrindo sua mochila e tirando um negócio que parecia ser caderno grande.

Isac percebeu que não era um caderno, porque havia uma maçã mordida na frente.

Lucas se levantou e falou para Isac sentar-se em seu lugar para poder ver melhor.

Envergonhado, ele sentou-se do lado de Jin que abriu o caderno e uma tela se acendeu.

- Sabe o que é Google né? - Jin sorriu de uma forma delicada.

Dan havia lhe falado uma vez sobre.

- É pra fazer pesquisas ...?! - Saiu mais como uma pergunta do que afirmação.

- Isso! É exatamente aqui onde vamos procurar nosso trabalho - disse ele - Então vamos pular essa parte - ele apertou alguns botões - Facebook, conhece?

Fez que não com a cebeça.

- É uma rede social ... - Jin percebeu que ele não havia entendido - É onde seus amigos colocam coisas sobre a vida deles, fotos ... Essas coisas.

Jin virou o aparelho pro Isac que curiosamente aproximou-se e observou uma tela onde haviam algumas fotos, frases e algumas coisas das quais não entendia.

Jin apertou mais alguns botões.

- Esse é o YouTube - disse.

Isac assentiu, tentando absorver cada informaçao.

- Aqui você encontra qualquer tipo de vídeo, filmes e até algumas séries.

- Série?

- Sim, são tipos filmes, mas menor e com várias temporadas.

Ele não entendeu muito bem mas assentiu.

Lucas e Lia estavam concentrados em seus celulares.

- Nunca assistiu nenhuma série?

Isac fez que não com a cebeça.

- Qualquer dia a gente assiste então.

Jin pegou seu celular. O aparelho era maior que sua mãos, o que fez o rapaz moreno dar um sorriso imperceptível.

- Esse é o Instagram - disse ele - A gente posta foto de quase tudo. Esse é o meu feed.

Jin mostrou-lhe algumas fotos em que ele sorria com um grupo de amigos, ou que ele estava na praia, ou em que ele sorria sozinho.

- Qual nome dos seus amigos?- perguntou - Talvez algum deles tenha Instagram.

- Daniel - disse ele

- Qual o sobrenome?

- Moreira Santos.

Jin apertou alguns botões.

- Nossa, tem muitos.

Ele aproximou-se de Isac

- Reconhece algum?

Jin foi abaixando até que Isac reconheceu um rosto.

- É ele!

Sua voz saiu um pouco alta demais e ele ficou envergonhado por isso.

- Esse?

A foto de Dan apareceu e Isac sorriu.

Jin colocou o celular em suas mãos. Ele hesitou ao segurá-lo.

- Ta tudo bem - disse Jin o ajudando a descer por algumas fotos.

Isac aparecia em algumas e em outras ele estava com pessoas que ele não conhecia.

Então ele apertou em uma das fotos e ela ficou maior.

Era Dan com os pais em uma praia. Eles pareciam tão felizes. Isac estava com saudade do seu amigo.

- Gostou da aula? - Jin sorria.

Seus dentes eram tão brancos que pareciam novos.

Henri devolveu o celular, agradecido.

- Obrigado.

Jin sorriu aparentemente feliz em ter ajudado.

Henri observou Jin enquanto ele digitava rapidamente alguma coisa em seu computador.

Ele era diferente. Diferente das outras pessoas e complemente diferente daquilo que ele estava acostumado.

Henri sentiu seu peito aquecer levemente mas rapidamente dissolveu aquele sentimento.

Se seus pais conhecessem o JinEi gente, tudo bem? Espero que gostem.


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Comentários

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  • Desejo receber um e-mail quando um novo comentario for feito neste conto.
16/04/2020 14:59:34
Muito bom
08/04/2020 00:32:40
Interessante, continue por favor!
07/04/2020 20:39:27
muito bom. continue logo por favor


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